28/01/2018
Saiba mais sobre a Febre Amarela
Por: Assessoria de Comunicação do CFMV com informações do Ministério da Saúde e Ministério do Meio Ambiente

#ACULPANÃOÉDOMACACO

A febre amarela (FA) é uma doença viral aguda transmitida ao homem e a primatas não humanos (macacos), por meio da picada de mosquitos infectados, dos gêneros Haemagogus e Sabethes, presentes em áreas de mata.

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão, o silvestre e o urbano. No ciclo silvestre da febre amarela, macacos são os principais hospedeiros e o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro.

O mosquito Aedes aegypti pode disseminar a febre amarela nas cidades, mas isso não ocorre há décadas no Brasil, desde 1942.

Os macacos não são responsáveis pela transmissão da Febre Amarela, mesmo quando estão doentes. Ao contrário, esses animais são importantes pois servem como indicadores da presença do vírus em determinada região e são guias para elaboração de ações de prevenção.

A morte desses animais traz enorme desequilíbrio ambiental, além de muitos deles se encontrarem ameaçados de extinção.

Matar animais é considerado crime ambiental pelo Art. 29 da Lei n° 9.605/98. A denúncia de maus tratos a macacos deve ser feita pela Linha Verde do Ibama, pelo telefone 0800 61 8080.

Prevenção

A principal forma de prevenção contra a Febre Amarela é a vacinação.  A vacinação está disponível nos postos de saúde de todo o país e é recomendada para pessoas que habitam ou visitam Áreas com Recomendação para Vacinação (ACRV). 

Existem outras medidas de proteção individual que são recomendadas, como o uso de repelentes de insetos, a proteção do corpo com roupas compridas e largas, evitar o deslocamento para áreas rurais e com matas e o uso de mosquiteiros.

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A dose fracionada é a utilização de um quinto de uma dose padrão (0,5 mL) da vacina febre amarela, ou seja, 0,1mL. Segundo a OMS, a proteção e segurança da dose fracionada é a mesma da dose padrão. Porém, o tempo de proteção da dose padrão é para toda a vida, já com a dose fracionada ela tem duração de pelo menos 8 anos. 

Sintomas

Os sintomas iniciais da Febre Amarela aparecem de três a seis dias após a pessoa ter sido infectada. Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia, hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Ao identificar alguns desses sintomas, é preciso procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Outra informação importante é se a pessoa tomou a vacina contra a febre amarela e a data.

Para reconhecer um primata não humano doente é importante notar se o animal apresenta comportamento anormal, movimentos lentos, não demonstra instinto de fuga, está segregado do grupo, tem perda de apetite, baixo peso, com lesões cutâneas, secreções nasais, oculares e diarreia, entre outros sinais.

Ao encontrar macacos mortos ou com algum sintoma suspeito, o Serviço de Saúde do município ou do estado deve ser informado pelo telefone 136.

Profissionais de Saúde

A vigilância da Febre Amarela no Brasil atua para reduzir a incidência da Febre Amarela Silvestre, impedir a transmissão urbana, detectar a circulação viral e orientar as medidas de controle.

O sistema de vigilância de epizootias em primatas não humanos realizado por profissionais de saúde consiste em captar informações sobre seu adoecimento ou morte e investigar esses eventos, já que as epizootias em macacos para o risco de transmissão de Febre Amarela Silvestre para o homem.

Já a vigilância entomológica é uma ferramenta alternativa de investigação de evento suspeito de Febre amarela, baseando-se na pesquisa de vírus a partir dos mosquitos.

Para auxiliar os profissionais que atuam nas unidades básicas localizadas nas regiões com surtos de Febre Amarela, o Ministério da Saúde (MS) publicou um guia sobre a doença voltado para profissionais da área da saúde.

A doença também é o tema central de uma edição especial do boletim técnico da Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens (Abravas) sobre Febre Amarela em primatas. No boletim da Abravas, profissionais foram convidados a responder questões frequentes e com esclarecimentos importantes para os médicos veterinários.

Saiba mais

O Brasil registrou 130 casos da doença de julho de 2017 a 23 de janeiro deste ano, sendo 53 mortes e outros 162 casos suspeitos sob investigação. Foram confirmadas 453 mortes em primatas no mesmo período.

O Ministério da Saúde também informou que já enviou 57,4 milhões de vacinas para todo o território brasileiro desde 2017 e que ações de vacinação estão sendo intensificadas nos locais com circulação do vírus.

Um estudo epidemiológico divulgado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) afirmou que o número de registros de febre amarela é o maior observado em décadas nas américas.










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